Ano passado o diretor criativo da DICE, Ben Cousins, prometeu uma revolução na maneira de se jogar tiro em primeira pessoa numa tela touchscreen. E ele cumpriu a promessa em The Drowning. Pena que a estrutura free-to-play prejudique tanto o jogo.
É realmente divertido jogar The Drowning usando apenas dois dedos, tanto que mover os direcionais (que existem como opção de controle) é decepcionante. Toque para se mexer, arraste para virar e, quando você quiser atirar, apenas encoste na tela com dois dedos, de modo que eles funcionem como uma espécie de mira. Ou seja, fiquem ao redor da cabeça de um inimigo. Não é muito fácil, de primeira, mas em duas ou três fases você pega o jeito.
Isso é incrível, porque duas ou três fases serão seu limite, graças ao formato free-to-play do jogo. Há um medidor de gás que funciona como barra de energia e, uma vez que esse gás acaba, você precisa comprar mais ou esperar. No começo, ainda existe um estoque básico e gratuito de três latas de gás para se colocar no tanque, mas é só.
O objetivo do jogo é sobreviver num mundo pós-apocalíptico onde uma estranha substância oleosa surgiu no oceano e transformou toda a humanidade em criaturas horrendas. Você precisa coletar sucata para melhorar suas armas e destravar veículos que te permitem viajar para novas áreas.
Eu adorei o conceito. Gostei muito também do gameplay e da nova proposta de interação. Só não gostei de ficar limitado a quanto eu posso jogar. É muito chato chegar numa fase e perder automaticamente porque não se tem a arma correta, e então ser obrigado a sair procurando em outras fases as partes necessárias para se construir tal arma, caso você não queira comprá-la.
Conclusão: o gameplay de The Drowning é incrível, perfeito para os fãs de tiro em primeira pessoa. Ah, se o resto do jogo fosse tão legal assim...
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